• Saltar a la navegación principal
  • Saltar al contenido principal
  • Saltar al pie de página
ILAPHAR | Revista de la OFIL

ILAPHAR | Revista de la OFIL

Revista de la Organización de Farmacéuticos | Ibero-latinoamericanos | Ibero Latin American Journal of Health System Pharmacy

  • Números de la revista
  • Sobre la Revista
  • Eventos y Publicaciones

Liderança na farmácia hospitalar

Martins C
Centro Hospitalar Universitário do Algarve, E.P.E.

Fecha de recepción: 11/09/2023  –  Fecha de aceptación: 27/09/2023

Correspondencia: Carminda Martins · Centro Hospitalar Universitário do Algarve, E.P.E. R. Leão Penedo, 8000-386 Faro. Portugal · Emial: carmindamartins@chua.min-saude.pt

____

Sr. Diretor:

O mais simples e verdadeiro conceito de liderança foi dado pelo famoso guru da gestão, Peter Drucker: “líder é alguém que possui seguidores”1

Liderar é algo desafiador e a responsabilidade faz com que, além de responder pelos seus colaboradores, o líder necessite ter características que o ajudem a orientar, a planear quais os melhores caminhos e ainda a lidar com as diferenças, as dificuldades e a trabalhar o desenvolvimento de cada um, no tempo adequado.

Saber exercer a liderança é crucial para ter bons resultados e relações produtivas no trabalho, seja em que setor ou área de atuação for. Ser influente, ter voz ativa e saber delegar, são apenas algumas das principais características de um bom líder, segundo diversos estudos realizados. No entanto, ser líder é algo que vai muito além das definições teóricas, já que somente a experiência e o facto de realmente vivenciar cada situação é o que irão definir o estilo de

liderança de cada um2. Existem algumas características que definem mais ou menos um estilo em liderança, e a prática adotada pelo líder influi diretamente na evolução da equipe e nos resultados e crescimento da empresa.

“De um modo geral, podemos dividir os líderes nos seguintes estilos: a) Liderança Autocrática – esse é o estilo centralizador de liderança, exercida pelos antigos chefes; b) Líder Democrático – é aquele que envolve toda a equipe nas decisões, isso gera envolvimento e potencializa a liderança; c) Líder Liberal – é aquele que delega responsabilidades, muitas vezes em demasia, podendo comprometer o resultado do trabalho, e, por fim; d) Liderança Situacional, em que o líder adapta a liderança conforme os desafios enfrentados3.

A liderança farmacêutica, bem como a que se implementa em diversas áreas da saúde, requer que os profissionais apresentem uma gama variada de competências. Além do conhecimento para administrar recursos humanos, financeiros, logísticos e sanitários, é necessário avaliar as necessidades e pedidos para garantir a segurança e a prestação de um serviço que acumule valor para os doentes.

A gestão de uma farmácia hospitalar é fundamental para que a instituição de saúde possa cumprir com qualidade e rapidez as necessidades dos doentes e da sociedade4.

É um setor que, além de estar ligado diretamente aos doentes, afeta as questões administrativas e de faturação da instituição. Assim, manter um rígido controlo sobre os medicamentos, e outros produtos farmacêuticos utilizados é de primordial importância para a excelência do atendimento, contribuindo para a otimização dos recursos através de uma gestão financeira eficiente3.

O profissional farmacêutico necessita empossar-se cada vez mais do conceito de liderança, tornando-se capaz de influenciar as pessoas à sua volta, e colocando-se como referência profissional em todas as suas áreas de atuação, perante colegas de trabalho e doentes1.

Assim, o responsável pelos Serviços Farmacêuticos deve estar sempre atento às exigências diárias do hospital e aberto às mudanças necessárias à sua modernização. Ou seja, torna-se necessário acompanhar a evolução de ferramentas e processos e ter os adequados recursos de modo a implementar uma estratégia capaz de proporcionar o me-lhor desempenho.

É de primordial importância que o gestor acompanhe de forma permanente tanto os indicadores de qualidade disponibilizados pela avaliação dos clientes quanto os de desempenho, capazes de revelar não só o nível de eficácia do produto, como também o processo estabelecido e a eficiência da equipe de trabalho.

Consideram-se como principais atribuições de um gestor de farmácia hospitalar, as seguintes:4

  • Ter um controle eficiente de medicamentos e outros produtos farmacêuticos que se encontram dentro das responsabilidades da farmácia hospitalar.
  • Reabastecer todo o material (medicamentos e outros produtos farmacêuticos) necessário ao seu adequado funcionamento.
  • Reduzir/conter o desperdício.
  • Determinar a compra de quais os produtos e suas respetivas quantidades.
  • Identificar quais os medicamentos e outros produtos farmacêuticos que apresentam o prazo de validade curto ou se encontram danificados.
  • Proceder à troca ou inutilização dos medicamentos e outros produtos farmacêuticos que se encontram com prazos de validade muito curtos ou apresentam algum defeito.
  • Realizar inventários periodicamente.
  • Atender à requisição de medicamentos e outros produtos farmacêuticos necessários ao tratamento de doentes em regime de internamento ou em regime de ambulatório.
  • Proceder à rastreabilidade de medicamentos a qual é exigida por lei ou pela especificidade dos mesmos de modo a garantir a qualidade dos cuidados prestados.
  • Fatores importantes que devem ser minuciosamente considerados4

Desperdício

Os gestores devem dominar o processo logístico de modo a atingir o máximo de produtividade com o mínimo de gastos. Um dos principais objetivos a ser alcançado, por exemplo, é a redução/eliminação de custos com o desperdício.

Deste modo cada profissional deverá estar consciente do seu papel, contribuindo de forma ágil na separação e envio dos medicamentos e outros produtos farmacêuticos a serem consumidos no hospital ou por doentes em regime de ambulatório. Deve igualmente, estar alerta para a manutenção das existências adequadas aos consumos. É da responsabilidade do Diretor dos Serviços Farmacêuticos ter um olhar vigilante e permanente sobre o cumprimento das metas, sendo também importante analisar os indicadores para detetar novas formas de otimização da logística da instituição. 

Qualidade

Todos os medicamentos e outros produtos farmacêuticos necessitam estar sob revisão constante, a fim de que se assegure a sua qualidade para utilização. As atividades internas são fundamentais para cumprir os objetivos de uso racional, com reflexo positivo na relação de custo-benefício.

Existências

A atenção especial para com as existências baseia-se primeiramente no acompanhamento da estimativa de consumo do medicamento. Em segundo lugar, o parâmetro de compra deve ser o referencial para manter os níveis das existências.

A atualização permanente dos dados indicará a necessidade ou não da reposição de medicamentos e outros produtos farmacêuticos nas existências. De modo a garantir as adequadas existências deve ser realizado um cálculo que leva em consideração a quantidade mínima e a máxima de cada medicamento e outros produtos farmacêuticos, inclusive casos de emergência, e o parâmetro das existências.

Planeamento

A informatização é de eminente importância para um trabalho de gestão eficaz. Deve contemplar pontos essenciais, como um detalhado planeamento, desde a padronização de medicamentos e registos até o aspeto financeiro. Ali deverão estar contidos todos os aspetos referentes ao relacionamento com os fornecedores. Também devem constar informações que permitam escolher sempre o melhor preço e as melhores condições de compra, evidenciando-se a qualidade do produto adquirido

O profissional farmacêutico necessita de apropriar-se cada vez mais do conceito de liderança definido por Peter Drucker, tornando-se hábil em influenciar as pessoas à sua volta, e colocando-se como referência profissional em todas as suas áreas de atuação, perante os colegas de trabalho e os doentes1.

Muitas das dificuldades enfrentadas por profissionais farmacêuticos são oriundas do não exercício de liderança. A falta de liderança pode acarretar desde baixa credibilidade frente ao doente numa consulta ou orientação farmacêutica até à incapacidade de gerir uma equipe de trabalho.

Retomando o tema da liderança, podemos afirmar que apenas os conhecimentos técnicos, aprendidos na faculdade não são suficientes para o exercício pleno da profissão farmacêutica, a estes conhecimentos precisamos somar três forças, que juntas formam um líder, são elas1. A força da ação: o verdadeiro líder é um “fazedor” e ensina pelo exemplo. A proatividade é uma das características mais valorizadas no mercado de trabalho atual. Não existe liderança sem ação.

A força das relações: o líder domina a arte do relacionamento, sendo capaz de colocar em segundo plano as diferenças pessoais e canalizar o relacionamento interpessoal em prol de um bem maior. O líder sabe ouvir o próximo e é capaz de exaltar as qualidades das pessoas com as quais convive, neutralizando seus defeitos.

A força do conhecimento: não existe liderança sem conhecimento. As pessoas seguem e acreditam naqueles que mostram saber o que estão fazendo. É preciso emanar domínio técnico da profissão, e para isso é preciso
autoconfiança.

Estas três forças trazem-nos uma boa notícia: a liderança não é inata e pode ser desenvolvida, o caminho para se tornar um líder passa por ser proativo, cultivar relacionamentos e emanar conhecimento.

Conflictos de intereses: Los autores declaran no tener conflictos de intereses.

Bibliografía

  1. https://ictq.com.br/opiniao/265-o-despertar-da-lideranca-farmaceutica
  2. https://medicinasa.com.br/saude-lideranca/
  3. https://ictq.com.br/guia-de-carreiras/954-lideranca-farmaceutica-sem-teorias-de-coaching
  4. https://prodoctor.net/blog/gestao-de-farmacia-hospitalar/

____

Descargar artículo completo en PDFDescarga

Footer

Footer 1

ISSN Edición impresa: 1131-9429
ISSN Edición electrónica: 1699-714X

Web diseñada y desarrollada por Company Valor